Transformando um MVP gerado por IA em um Produto Escalável

A evolução de um MVP gerado por IA para um sistema de produto consistente.

A evolução de um MVP gerado por IA para um sistema de produto consistente.

Plataforma

Plataforma

B2B SaaS Web & Mobile

Meu Papel

Meu Papel

Product Designer

Duração

Duração

4 semanas

Time

Time

Design + Engenharia

Desafio

O produto é uma plataforma B2B de gestão de leads desenvolvida para apoiar equipes comerciais na qualificação, organização e conversão de oportunidades.

A primeira versão foi gerada por uma ferramenta de IA (Lovable), permitindo velocidade na prototipação inicial, mas resultando em um produto com baixa consistência estrutural, hierarquia de informação confusa e lógica de fluxo fragmentada entre Web e Mobile.

O desafio não era melhorar a interface.

Era reconstruir a estrutura do produto.

Resultados

O MVP gerado por IA foi transformado em um sistema de produto estruturado, com lógica clara de fluxos e comportamento consistente entre plataformas.


  • Reestruturei o fluxo de gestão de leads com base em jornadas reais de vendas

  • Redefini a hierarquia de informação para reduzir carga cognitiva em decisões críticas

  • Substituí interações ambíguas por regras claras de estados e transições de sistema

  • Padronizei a lógica entre Web e Mobile, garantindo consistência de comportamento

  • Consolidei fluxos fragmentados em um sistema único de operação de leads


O resultado foi um produto onde Web e Mobile passaram a compartilhar a mesma lógica estrutural, com priorização final de execução no Mobile-first.

50+

telas reorganizadas

100%

Fluxo completo de leads mapeado de ponta a ponta

1

sistema de workflow validado e estruturado

Fluxos gerados pelo Lovable eram irreconstruíveis diretamente no Figma: exigiu reconstrução do zero, não tradução.


  • MVP tinha redundância estrutural: fluxos e componentes duplicados resolvendo o mesmo problema de formas diferentes

  • Design System da empresa só cobria mobile: usei shadcn como base para web, mantendo lógica de produto consistente sem DS compartilhado

  • Dashboard de leads exigiu lidar com dados reais de usuário (volume, erro, informação incompleta) que o MVP fictício nunca havia contemplado

  • Funcionalidades do protótipo original (relatório em JSON, geração de croqui, múltiplos webviews) se mostraram caras e de baixo retorno técnico após a refatoração


    Resultado: negócio despriorizou a versão web e seguiu somente com Mobile.

Trade-offs e restrições

Fluxos gerados pelo Lovable eram irreconstruíveis diretamente no Figma: exigiu reconstrução do zero, não tradução.

  • MVP tinha redundância estrutural: fluxos e componentes duplicados resolvendo o mesmo problema de formas diferentes

  • Design System da empresa só cobria mobile: usei shadcn como base para web, mantendo lógica de produto consistente sem DS compartilhado

  • Dashboard de leads exigiu lidar com dados reais de usuário (volume, erro, informação incompleta) que o MVP fictício nunca havia contemplado

  • Funcionalidades do protótipo original (relatório em JSON, geração de croqui, múltiplos webviews) se mostraram caras e de baixo retorno técnico após a refatoração

    Resultado: negócio despriorizou a versão web e seguiu somente com Mobile.

Fluxos gerados pelo Lovable eram irreconstruíveis diretamente no Figma: exigiu reconstrução do zero, não tradução.


  • MVP tinha redundância estrutural: fluxos e componentes duplicados resolvendo o mesmo problema de formas diferentes

  • Design System da empresa só cobria mobile: usei shadcn como base para web, mantendo lógica de produto consistente sem DS compartilhado

  • Dashboard de leads exigiu lidar com dados reais de usuário (volume, erro, informação incompleta) que o MVP fictício nunca havia contemplado

  • Funcionalidades do protótipo original (relatório em JSON, geração de croqui, múltiplos webviews) se mostraram caras e de baixo retorno técnico após a refatoração


    Resultado: negócio despriorizou a versão web e seguiu somente com Mobile.

Processo

Processo

Diagnóstico Heurístico do MVP gerado por IA: Iniciei o trabalho realizando uma análise heurística do produto gerado por IA, identificando problemas estruturais como:

  • Baixa hierarquia de informação

  • Falta de consistência entre padrões de interação

  • Sobrecarga cognitiva em fluxos críticos

  • Ausência de estados claros de sistema

  • Interfaces com ações mal priorizadas

Essa análise permitiu separar problemas de UI de problemas de lógica de produto.

Mapeamento do sistema de vendas: Antes de redesenhar qualquer interface, estruturei o fluxo completo de vida do lead, incluindo:

  • Jornadas de usuários comerciais

  • Estados do lead ao longo do ciclo de vendas

  • Critérios de qualificação e avanço

  • Casos de sucesso, erro e edge cases

  • Regras de transição entre etapas

Esse processo criou uma base única de verdade para o comportamento do produto.

Aprendizados e Conclusão

Este projeto demonstrou como ferramentas de IA são eficientes para acelerar exploração inicial, mas insuficientes para estruturar lógica de produto e decisões complexas de UX.

A principal transformação não foi visual, mas estrutural: sair de um conjunto de telas geradas por IA para um sistema de produto coerente e escalável.

Principais aprendizados:

  • Estrutura de sistema é mais importante que interface

  • IA acelera o início, mas não substitui pensamento de produto

  • Definir o que não construir é uma decisão crítica: inclusive quando significa recomendar o cancelamento de uma plataforma inteira

  • Consistência entre plataformas depende de lógica, não de UI

  • Contexto de uso define arquitetura de experiência

Aprendizados e Conclusão

Este projeto demonstrou como ferramentas de IA são eficientes para acelerar exploração inicial, mas insuficientes para estruturar lógica de produto e decisões complexas de UX.

A principal transformação não foi visual, mas estrutural: sair de um conjunto de telas geradas por IA para um sistema de produto coerente e escalável.

Principais aprendizados:

  • Estrutura de sistema é mais importante que interface

  • IA acelera o início, mas não substitui pensamento de produto

  • Definir o que não construir é uma decisão crítica: inclusive quando significa recomendar o cancelamento de uma plataforma inteira

  • Consistência entre plataformas depende de lógica, não de UI

  • Contexto de uso define arquitetura de experiência

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